Publicado em 12 de agosto de 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou da sexta edição da Rio Innovation Week (RIW), conferência global de tecnologia e inovação realizada entre 4 e 7 de agosto no Pier Mauá, Rio de Janeiro. As discussões do evento orientaram-se pela expansão do acesso à tecnologia e à inovação para novos públicos, reforçando o elo entre a tecnologia e o desenvolvimento humano, social e ambiental.
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Inovação e planejamento energético
Para o Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Thiago Ivanoski: “A inovação é um dos elementos essenciais na construção e no desenvolvimento dos sistemas energéticos. Participar da Rio Innovation Week reforça a importância de aproximar ainda mais a EPE deste ecossistema, buscando incorporar aspectos, de diversas naturezas, nos estudos de planejamento energético e provendo elementos importantes para a sociedade brasileira."
Em 5 de agosto, o diretor participou do painel “Hidrogênio de Baixo Carbono: o marco regulatório e os primeiros projetos" ao lado de representantes da Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2), da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No dia seguinte, Ivanoski integrou a programação do 1º Fórum Econômico RIW FGV, em debate sobre “Segurança energética e transição" com membros da Exergia Consultoria e Projetos, Catavento, Fundação Getulio Vargas (FGV), Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul) e Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).
Esta discussão abordou como choques globais — mudanças climáticas, pandemia, guerras e tensões geopolíticas — expuseram vulnerabilidades no suprimento energético mundial e destacou ainda os impactos sobre custos, abastecimento e competitividade, além da necessidade de fortalecer a segurança energética brasileira, ampliar resiliência, planejar a transição sustentável e incorporar inovações tecnológicas na matriz nacional.
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“A participação da EPE nos painéis foi interessante para apresentar nossos estudos de médio e longo prazo, mencionando segurança energética e resiliência, descarbonização, justiça energética, novas tecnologias bem como ferramentas como a inova-e e a InvesTE. Inovação e planejamento caminham juntos na construção do futuro energético do Brasil", reforçou o diretor.
Também no dia 6, o Assessor da Presidência da EPE Francisco Victer proferiu a palestra “Sem energia não existe IA: como o Rio de Janeiro pode garantir energia, estabilidade e sustentabilidade para data centers" e participou de mesa sobre “Offshore do Futuro: Tecnologia, Energia e Sustentabilidade" com representantes de Wartsila, Ocyan e WS Interconnexion.
Dados para a transição energética
Por fim, a Consultora Técnica Camila Ferraz, da Superintendência de Estudos Econômicos e Energéticos da EPE, participou de painel com o tema “Resultados de PD&I em Dados: inteligência para aproximar Academia, Indústria e Regulação", do qual também participaram agentes da ANP.
Na ocasião, a consultora técnica destacou que, no contexto de transição energética, dados atualizados sobre investimentos em inovação são fundamentais para decisões estratégicas no setor de energia. “A plataforma inova-e, ao longo de seus ciclos de atualização, tem contribuído para políticas públicas e para potencializar o direcionamento dos recursos de PD&I para áreas estratégicas da transição", pontuou.
Como exemplos de instrumentos que utilizaram dados e análises da inova-e, Camila Ferraz citou a Resolução nº 2 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e as metas estabelecidas pelo Plano de Trabalho trienal (2023–2025) do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2). “Desta forma, a EPE conecta estruturação dos dados, geração de conhecimento e impacto nas políticas públicas", afirmou.
“O mapeamento dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de energia é um passo importante para se ter clareza sobre os montantes investidos nas diferentes opções tecnológicas no país, para auxiliar na elaboração de políticas públicas e para facilitar cooperações, tanto nacionais quanto internacionais, entre as instituições que fomentam inovação para a transição energética no Brasil", finalizou a consultora técnica.
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