Publicado em 29 de maio de 2026

O Brasil se tornará a próxima potência do hidrogênio? Esta foi a pergunta que norteou o painel Global Industry Disruptors (Disruptores Globais da Indústria), no World Hydrogen Summit 2026. O evento aconteceu de 19 a 21 de maio, em Roterdã, nos Países Baixos.
A EPE foi representada pelo Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais, Thiago Ivanoski. A mesa, integrada também por representantes da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) e do Complexo do Pecém, abordou características brasileiras como sua matriz energética predominantemente renovável, o baixo potencial de emissões de CO2 e o desenvolvimento de seus portos.
O diretor também participou da mesa Driving Global Trade: Brazil's Low-Emissions Hydrogen and Other Sustainable Fuels Hubs (Impulsionando o Comércio Global: Os Polos Brasileiros de Hidrogênio de Baixa Emissão e Outros Combustíveis Sustentáveis), que explorou o desenvolvimento estratégico de polos industriais nacionais dedicados ao hidrogênio de baixa emissão e outros combustíveis sustentáveis, incluindo biocombustíveis, biogás, amônia e combustíveis sintéticos de hidrocarbonetos. A discussão abordou como a harmonização de padrões internacionais e a interoperabilidade de sistemas estão desbloqueando o potencial dos clusters industriais brasileiros para a transição energética global.
Organizada pela ApexBrasil, a missão reuniu cerca de 30 instituições públicas e privadas brasileiras em uma agenda voltada à atração de investimentos, fortalecimento de parcerias internacionais e posicionamento do país como fornecedor competitivo de moléculas de carbono para a Europa.

A GIZ organizou etapas de visitas técnicas na Alemanha no âmbito do programa H2uppp, iniciativa voltada para aceleração dos projetos de H2. As visitas técnicas incluíram o Porto de Duisport, que se conectará com Pecém e Roterdã, fazendo parte do corredor verde de produção e consumo de hidrogênio.