Publicado em 24 de setembro de 2026

A EPE marcou presença na ROG.e 2026, com estande e mais de 20 profissionais apresentando trabalhos sobre temas como captura e estocagem de carbono, gás natural, biocombustíveis, combustíveis sintéticos, hidrogênio, entre outros. Realizada no Riocentro, na Barra da Tijuca, de 21 a 24 de setembro, a ROG.e é um dos maiores eventos sobre óleo e gás da América Latina, com público estimado de 75 mil visitantes.
No primeiro dia de evento, o diretor de Estudos Econômicos-Energéticos e Ambientais da EPE Thiago Ivanoski; o assessor da presidência Gustavo Naciff; o consultor técnico Filipe de Pádua e a analista de pesquisa energética Patrícia Messer falaram sobre os dilemas do planejamento energético, na mesa “Como o PDE 2035 e o PNE 2055 orientam o futuro do país".
Naciff destacou a sustentabilidade das matrizes energética e elétrica brasileiras, em relação a outros países. “O Brasil sai de um ponto de partida privilegiado que não é fruto do acaso, mas sim de anos de planejamento. Transformar este potencial em realidade requer ação", ponderou. “A descarbonização é muito importante, mas igualmente importante é o desenvolvimento do país e o combate à pobreza energética", avaliou.
Enquanto o assessor destacou o planejamento energético como ferramenta de apoio às decisões sobre políticas públicas, o consultor Filipe de Pádua complementou que o objetivo do planejamento é oferecer serviços energéticos modernos e de qualidade à sociedade brasileira. Ele explicou como é elaborado o Plano Nacional de Energia, um dos principais instrumentos de planejamento de longo prazo do setor energético, e falou sobre os desafios de traçar cenários para os próximos 30 anos.
Os destaques do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 foram apresentados pela analista de pesquisa energética Patricia Messer, com o avanço de fontes limpas, novas tecnologias de armazenamento e o reforço da segurança energética. Realizado há vinte anos pela EPE, o documento traz uma visão integrada do planejamento, com perspectivas da expansão do setor de energia para os diversos energéticos disponíveis no horizonte de dez anos. “A transição energética precisa ser justa e inclusiva. A indústria de óleo e gás tem plena capacidade inovativa para avançar neste tema", concluiu.
O assessor da presidência Gustavo Naciff e a analista de pesquisa energética Mariana Barroso também participaram das discussões do primeiro dia da ROG.e, como moderadores das mesas Mitigação de Emissões e Net Zero; e Hidrogênio e Descarbonização, respectivamente.
Palcos Técnicos
Especialistas da EPE também apresentaram trabalhos nos palcos técnicos. O analista de pesquisa energética Luiz Paulo Barbosa realizou palestra sobre os Planos Indicativos de Infraestrutura de Gás Natural desenvolvidos pela EPE (PIPE, PIG e PITER) e sua contribuição para o planejamento energético brasileiro. Foram apresentados os objetivos e as metodologias dos estudos, bem como os principais resultados das diferentes edições, incluindo alternativas de expansão da infraestrutura de escoamento, processamento, transporte e regaseificação de GNL.
A apresentação também destacou a evolução dos Planos ao longo dos anos, com a ampliação do escopo das análises e a incorporação de aspectos como novos mercados e ofertas, integração da malha, biometano, interiorização e impactos econômicos.
Já o analista de pesquisa energética Alberto José Santos falou sobre como os investimentos previstos no refino nacional podem contribuir para redução da dependência externa de derivados de petróleo. O trabalho considerou a projeção da expansão da capacidade de refino nacional com base em anúncios feitos pela Petrobras no Plano Estratégico 2025-29.
Como resultado desses anúncios, com relação a um cenário sem expansão do refino em 2035, a dependência externa de óleo diesel A seria reduzida de 35% para 26%; a do QAV de 18% para 4%; e a de nafta de 60% para 29%. Haveria uma redução do déficit da balança comercial de 40% em 2035 com os investimentos previstos.
Estande da EPE
Nesta edição, a EPE conta com estande localizado no Pavilhão 2, Rua C. No espaço, estão sendo realizadas diversas apresentações sobre estudos e ferramentas desenvolvidas pela empresa.
Na inauguração, o diretor de Estudos Econômicos-Energéticos e Ambientais, Thiago Ivanoski, lembrou que, desde 2018, a EPE conta com estandes na feira, representando o planejamento energético.
No primeiro dia de ROG.e, a analista de pesquisa energética Bianca Nunes apresentou, no estande, estudo sobre o transporte de Gás Natural Comprimido, com estudo de caso sobre o biometano no Brasil.
