Caderno considera as condições de mercado e de evolução de tecnologias, com a inclusão de premissas para novas fontes e modelos de negócio
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançam, nesta quarta-feira (26/11), o Caderno de Parâmetros de Custos – Geração e Transmissão, que integra o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035.
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançam, nesta quarta-feira (26/11), o Caderno de Parâmetros de Custos – Geração e Transmissão, que integra o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035.
Com o objetivo de aprimorar os estudos que orientam o planejamento do setor elétrico, ampliando o debate com toda a sociedade, e dar transparência aos dados de entrada utilizados no Modelo de Decisão de Investimento (MDI), a nova edição reúne estimativas atualizadas de custos das principais fontes de geração e das expansões das interligações para transmissão de energia, consideradas nos estudos do PDE.
Os dados de CAPEX, O&M e custos com combustíveis foram revisados considerando informações de amostras nacionais e de referências internacionais recentes. O caderno destaca, por exemplo, as faixas de investimento estimadas atualmente para novas tecnologias, como o armazenamento em baterias (R$ 5.000 a R$ 6.000/kW) e hidrelétricas reversíveis (R$ 9.100/kW), além de fontes de geração consideradas "maduras", como eólica onshore (R$ 5.000 a R$ 7.000/kW) e solar fotovoltaica (R$ 3.000 a R$ 5.500/kW). E, pela primeira vez, foram incluídas referências de custos para fontes termelétricas a biocombustíveis e para tecnologias com captura e armazenamento de carbono (CCS).
Já as novas usinas hidrelétricas têm seus parâmetros econômicos avaliados de forma individualizada, devido as particularidades de cada empreendimento. Ainda sobre essa fonte de geração, o caderno também apresenta a estimativa dos custos para ampliação das usinas existentes, reforçando a importância dessa opção para o atendimento aos requisitos de capacidade e flexibilidade.
No caso da transmissão, os custos referenciais de expansão das interligações entre regiões foram calculados a partir dos investimentos típicos em grandes troncos, considerando soluções em corrente alternada (CA) ou contínua (CC), conforme as distâncias médias entre subsistemas.
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