Para Thiago Ivanoski, segurança energética e elétrica deve acompanhar expansão das energias renováveis
Publicado em 27 de agosto de 2025
"Continuaremos a ser muito renováveis", afirmou o Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Ivanoski, sobre o futuro da matriz energética brasileira, em sua participação no 24º Fórum Empresarial LIDE, realizado na última sexta-feira, 22, no Rio de Janeiro.
No painel "A inovação tecnológica, as novas fontes de energia renovável e soluções de baixo carbono", o diretor ressaltou a alta participação das energias renováveis na matriz energética e elétrica brasileira em comparação com a média mundial.
Segundo a edição mais recente do Balanço Energético Nacional (BEN), 50,0% da Oferta Interna de Energia (OIE) corresponde a fontes renováveis — como biomassa, hidráulica, eólica, lenha e carvão vegetal, licor preto e solar, entre outras —, enquanto no mundo esse percentual é de 14,3%. Quando considerada apenas a matriz elétrica, a participação das renováveis no Brasil sobe para 88,2%, e, no mundo, para 29,9%.
Nas palavras de Thiago Ivanoski, o Brasil é um país "extremamente privilegiado do ponto de vista de energia" e "temos que valorizar e transformar todo esse histórico, esse potencial, em desenvolvimento socioeconômico".
Citando o Plano Nacional de Energia 2055, o diretor destacou: "Quando pensamos um pouco mais à frente, daqui a 30 anos, vemos um consumo cada vez maior de energia elétrica, seja por data center, seja por hidrogênio, seja por veículos elétricos, seja a eletrificação da indústria." Nesse contexto, Ivanoski frisou que a segurança energética e elétrica continuará a ser fundamental, acompanhando a expansão das energias renováveis.
A participação do diretor Ivanoski está disponível em vídeo no canal da TV LIDE.
