MME e EPE publicam novo caderno do PDE 2034 sobre Transportes

​O setor é um dos maiores consumidores de energia do Brasil e considerado primordial para permitir o crescimento e desenvolvimento do país

A demanda por transporte no Brasil deverá aumentar ao longo dos próximos dez anos, especialmente em função do crescimento projetado para a economia de +2,8% ao ano, até 2034. É o que apresenta o novo caderno do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2034) com informações e projeções de demanda energética e atividade do setor de transporte, essencial para permitir a segurança energética e para suporte ao planejamento energético nacional.

O segmento de transportes é um dos maiores consumidores de energia do Brasil, além de ser primordial para permitir o crescimento e desenvolvimento do País. O transporte rodoviário coletivo (ônibus) cresce 4,8% ao ano (a.a.) medido em passageiro-quilômetros (pkm), e do sistema metroferroviário 5,1% a.a., no contexto de promoção do transporte público, e investimentos em infraestrutura, como o Trem Intercidades (TIC) entre São Paulo e Campinas.

Outra previsão que o caderno traz é que o licenciamento de veículos novos praticamente deve duplicar, alcançando 4 milhões de veículos em 2034, expandindo a atividade de veículos leves em 2,3% a.a. Consequentemente, a participação de veículos leves na frota para transporte de passageiros cai de 64% em 2024 para 58% em 2034; apesar da redução, a relevância do rodoviário individual seguirá expressiva.

No transporte de cargas, o destaque fica com o modo ferroviário, cuja extensão útil aumenta em mais de 6 mil km, ou seja mais de 20% ao longo do período decenal. Investimentos na malha existente também permitem uma maior eficiência operacional e energética, o que faz a atividade do segmento aumentar em 4,5% a.a. A atividade do aquaviário também cresce 3,8% a.a., oriundo de investimentos em embarcações, portos e estaleiros nacionais, políticas de estímulo ao setor, onde o crescimento da cabotagem de petróleo é fator importante.

O caderno aponta que o transporte rodoviário de cargas (caminhões) seguirá dominante, com a participação na atividade total se reduzindo de 71% para 67%.

Para o transporte de passageiros, o estudo aponta que a demanda de gasolina C deve sofrer retração de 4 bilhões de litros, apesar de um crescimento previsto de 15% no ciclo Otto. As projeções indicam, ainda, o consumo de volumes significativos de etanol hidratado, que permitem manter o transporte individual de passageiros brasileiro como um dos mais renováveis no mundo. Contribui também a eletrificação, atingindo 18% de participação no licenciamento em 2034. O perfil do licenciamento de eletrificados é especialmente de híbridos, mas os veículos elétricos puros também avançam rapidamente. Acesse o caderno de Transportes.

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