Boletim de Conjuntura da Indústria do Petróleo

O Boletim de Conjuntura da Indústria do Petróleo, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresenta, semestralmente, análises dos principais temas da indústria petrolífera mundial, com ênfase em aspectos técnicos, econômicos e geopolíticos, tendo como compromissos o grau de relevância, a credibilidade e a adequação ao público leitor. Com conteúdo sucinto e de fácil entendimento, tal publicação busca informar a sociedade, bem como subsidiar estudos para o planejamento energético nacional.

Entre os temas abordados pelo Boletim, destacam-se os condicionantes e desafios econômicos, técnicos e geopolíticos relevantes para a dinâmica do mercado mundial de petróleo e derivados. São apresentadas as estratégias de internacionalização, a reestruturação e diversificação de indústrias petrolíferas; a importância dos projetos de recursos não-convencionais e em fronteiras exploratórias; as questões sobre integração energética regional. A publicação também busca contribuir para a análise do mercado global através de dados estatísticos pertinentes com vistas à análise das tendências recentes e perspectivas futuras da indústria petrolífera no Brasil e no mundo.

Número 03

O terceiro número do Boletim de Conjuntura da indústria do Petróleo apresenta o panorama do Oeste da África, região que se tornou relevante para o mercado mundial de petróleo em função de descobertas offshore em águas profundas, principalmente na Angola e na Nigéria. Por ser a costa da Angola uma região geologicamente análoga à Bacia de Santos, é dado a esse país um enfoque especial, detalhando seus principais blocos.

No cenário internacional, os cortes de produção realizados principalmente pela Arábia Saudita e pela Rússia conseguiram reduzir os estoques mundiais de petróleo, ainda que abaixo do pretendido, contribuindo para a elevação dos preços da commodity. Incrementos de produção na Líbia, Nigéria e no shale oil norte-americano atuaram no sentido contrário, aumentando a oferta de petróleo. Outros aspectos relevantes são o enfraquecimento do Estado Islâmico, bem como o aumento das tensões entre sauditas e iranianos.

No Brasil, o sucesso das duas rodadas de partilha de produção, promovidas pelo Governo Federal, evidencia o potencial do pré-sal brasileiro. Outros destaques são a extensão do Repetro, regime especial de tributação para empresas de exploração de petróleo, até 2040; a continuidade do plano de reestruturação da Petrobras e de políticas em andamento que visam adequar a regulação e modernizar o mercado de abastecimento de combustíveis no País.

Número 02

O segundo número do Boletim retrata o desenvolvimento da indústria petrolífera chinesa e sua busca pela autossuficiência no abastecimento de derivados de petróleo, o que vem permitindo maior participação de refinarias independentes. A diversificação de seus parceiros comerciais, bem como o aumento da internacionalização no segmento upstream das empresas chinesas, possibilitaram a redução da dependência em relação às importações de petróleo da Opep, conferindo maior segurança energética e enfatizando o protagonismo chinês no mercado internacional de petróleo.

No panorama internacional, a desarmonia no cumprimento dos países-membros da Opep às cotas estipuladas, os estoques mundiais de petróleo ainda elevados e as expectativas de produção de petróleo não-convencional nos EUA e em outras fronteiras exploratórias contribuem para um cenário de incertezas na indústria petrolífera mundial. Para o Brasil, o crescimento da produção de petróleo consagra sua importância na América Latina. Ademais, destaca-se o empenho em estimular a indústria petrolífera nacional, em especial pelo aumento da confiança e da previsibilidade no setor, através de programas e iniciativas do Governo Federal.

Número 01

​O primeiro número inicia com uma análise do panorama da indústria petrolífera mundial retratando a evolução dos principais indicadores econômicos e de produção, bem como os desafios do setor. Na seção seguinte, são destacados fatos econômicos, técnicos e geopolíticos relevantes, ocorridos entre dezembro de 2015 e novembro de 2016. Em seguida, realiza-se uma análise da conjuntura do mercado de petróleo e derivados, indicando tendências para o setor. Finalmente, são apresentados dados estatísticos pertinentes ao objetivo da análise da indústria petrolífera mundial.