Boletim de Conjuntura da Indústria do Petróleo

O Boletim de Conjuntura da Indústria do Petróleo, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresenta, semestralmente, análises dos principais temas da indústria petrolífera mundial, com ênfase em aspectos técnicos, econômicos e geopolíticos, tendo como compromissos o grau de relevância, a credibilidade e a adequação ao público leitor. Com conteúdo sucinto e de fácil entendimento, tal publicação busca informar a sociedade, bem como subsidiar estudos para o planejamento energético nacional.

Entre os temas abordados pelo Boletim, destacam-se os condicionantes e desafios econômicos, técnicos e geopolíticos relevantes para a dinâmica do mercado mundial de petróleo e derivados. São apresentadas as estratégias de internacionalização, a reestruturação e diversificação de indústrias petrolíferas; a importância dos projetos de recursos não-convencionais e em fronteiras exploratórias; as questões sobre integração energética regional. A publicação também busca contribuir para a análise do mercado global através de dados estatísticos pertinentes com vistas à análise das tendências recentes e perspectivas futuras da indústria petrolífera no Brasil e no mundo.

Número 04

​O quarto número do Boletim de Conjuntura da indústria do Petróleo apresenta o panorama da Rússia. Atualmente, maior exportador mundial de petróleo e de gás natural, e detentor da maior reserva global de gás natural e da sexta maior de petróleo. Este país possui economia fortemente influenciada por essa indústria, apresentando crescente protagonismo na geopolítica da energia e aumento da interação com países da América Latina, Ásia, Norte da África e Oriente Médio.

No cenário internacional, os primeiros meses de 2018 foram marcados por um aumento nos preços do petróleo tipo Brent que atingiu US$ 80/b em maio, influenciado pela manutenção do acordo de corte de oferta da Opep+, redução significativa na produção venezuelana, gargalos logísticos nos EUA e Canadá, maior percepção de risco devido à saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã e do aumento das tensões geopolíticas, além da perspectiva de crescimento da demanda mundial. A flexibilização da política de cortes da Opep+ e a eventual elevação da produção dos EUA podem não ser suficientes para suprir o aumento da demanda, o que ampliaria as incertezas e a volatilidade do mercado no curto prazo.

No Brasil, o êxito de duas rodadas de licitações (4ª Rodada de Partilha e 15ª Rodada de Concessão) e a divulgação da Oferta Permanente de blocos exploratórios reiteram os esforços dispendidos para a retomada do setor. Em relação ao downstream, após a oferta da Petrobras de dois clusters para investidores, discussões acerca da precificação dos combustíveis derivados de petróleo foram ampliadas em decorrência da paralisação nacional de caminhoneiros ocorrida no período.


Número 03

O terceiro número do Boletim de Conjuntura da indústria do Petróleo apresenta o panorama do Oeste da África, região que se tornou relevante para o mercado mundial de petróleo em função de descobertas offshore em águas profundas, principalmente na Angola e na Nigéria. Por ser a costa da Angola uma região geologicamente análoga à Bacia de Santos, é dado a esse país um enfoque especial, detalhando seus principais blocos.

No cenário internacional, os cortes de produção realizados principalmente pela Arábia Saudita e pela Rússia conseguiram reduzir os estoques mundiais de petróleo, ainda que abaixo do pretendido, contribuindo para a elevação dos preços da commodity. Incrementos de produção na Líbia, Nigéria e no shale oil norte-americano atuaram no sentido contrário, aumentando a oferta de petróleo. Outros aspectos relevantes são o enfraquecimento do Estado Islâmico, bem como o aumento das tensões entre sauditas e iranianos.

No Brasil, o sucesso das duas rodadas de partilha de produção, promovidas pelo Governo Federal, evidencia o potencial do pré-sal brasileiro. Outros destaques são a extensão do Repetro, regime especial de tributação para empresas de exploração de petróleo, até 2040; a continuidade do plano de reestruturação da Petrobras e de políticas em andamento que visam adequar a regulação e modernizar o mercado de abastecimento de combustíveis no País.

Número 02

O segundo número do Boletim retrata o desenvolvimento da indústria petrolífera chinesa e sua busca pela autossuficiência no abastecimento de derivados de petróleo, o que vem permitindo maior participação de refinarias independentes. A diversificação de seus parceiros comerciais, bem como o aumento da internacionalização no segmento upstream das empresas chinesas, possibilitaram a redução da dependência em relação às importações de petróleo da Opep, conferindo maior segurança energética e enfatizando o protagonismo chinês no mercado internacional de petróleo.

No panorama internacional, a desarmonia no cumprimento dos países-membros da Opep às cotas estipuladas, os estoques mundiais de petróleo ainda elevados e as expectativas de produção de petróleo não-convencional nos EUA e em outras fronteiras exploratórias contribuem para um cenário de incertezas na indústria petrolífera mundial. Para o Brasil, o crescimento da produção de petróleo consagra sua importância na América Latina. Ademais, destaca-se o empenho em estimular a indústria petrolífera nacional, em especial pelo aumento da confiança e da previsibilidade no setor, através de programas e iniciativas do Governo Federal.

Número 01

​O primeiro número inicia com uma análise do panorama da indústria petrolífera mundial retratando a evolução dos principais indicadores econômicos e de produção, bem como os desafios do setor. Na seção seguinte, são destacados fatos econômicos, técnicos e geopolíticos relevantes, ocorridos entre dezembro de 2015 e novembro de 2016. Em seguida, realiza-se uma análise da conjuntura do mercado de petróleo e derivados, indicando tendências para o setor. Finalmente, são apresentados dados estatísticos pertinentes ao objetivo da análise da indústria petrolífera mundial.