Publicado em 29 de maio de 2025
Acesse aqui o Relatório Síntese do BEN 2025
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentam ao público nesta quinta-feira, 29, o Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, ano base 2024, documento que contém as informações consolidadas sobre quanto e como se usou energia no Brasil em 2024.
Oferta de Energia
Em 2024, a matriz energética brasileira atingiu o patamar de 50% de renovabilidade, marcada pela manutenção da oferta de energia hidráulica e biomassa da cana, além do crescimento de fontes como licor preto, biodiesel, eólica e solar fotovoltaica. Observa-se que a renovabilidade da matriz brasileira se encontra em nível muito superior ao observado no resto do mundo e nos países da OCDE.
Participação das renováveis na Oferta Interna de Energia (OIE)
Fonte: Agência Internacional de Energia (AIE) e EPE para o Brasil. Elaboração: EPE

A produção nacional de etanol cresceu 2,8% em relação a 2023, com destaque para o milho como matéria-prima na produção desse energético, que atingiu 20% de participação do total produzido em 2024.

Energia Elétrica
No caso da energia elétrica, verificou-se crescimento na oferta interna de 39,7 TWh (+5,5%) em relação a 2023. A participação de renováveis na matriz elétrica ficou em 88,2% em 2024.
Participação das renováveis na Oferta Interna de Energia Elétrica

Juntas, a eólica e a solar fotovoltaica representaram 23,7% da geração total de eletricidade no País em 2024, demonstrando a evolução destas fontes na matriz elétrica brasileira. A micro e minigeração distribuída (MMGD) atingiu 5,6% na geração total de eletricidade no Brasil, em 2024.

A geração solar fotovoltaica atingiu 70,7 TWh (geração centralizada e MMGD) crescendo 39,6% e a sua capacidade instalada alcançou 48.468 MW, expansão de 28,1% em relação ao ano anterior.
Já a geração eólica atingiu 107,7 TWh (crescimento de 12,4%) e a sua potência instalada alcançou 29.550 MW, expansão de 3%. A geração hidrelétrica se manteve estável.
Em 2024, houve um aumento de 11,4% na geração termelétrica, totalizando 151,2 TWh. Se destaca o uso de biomassa, que representou 40,6% da geração térmica.
Consumo
Consumo de energia na indústria, além de apresentar 1,4% de crescimento em relação a 2023, teve 64,4% de renovabilidade na sua matriz energética. Dentre as fontes que contribuíram para o aumento, destacam-se a eletricidade (+4,1%), o carvão mineral e seus derivados (+3,5%) e a lenha e o carvão vegetal (+2,1%). A renovabilidade da indústria ficou em 64,4%.
O consumo de energia no setor de transportes cresceu 2,7% em relação ao ano anterior, atingindo 22,5% de fontes renováveis em 2024. Os grandes destaques foram os aumentos de 30,1% de etanol hidratado e 19,3% de biodiesel. O movimento do biodiesel se deveu aos aumentos do consumo de óleo diesel e do seu teor de mistura ao diesel mineral para 14% (B14), a partir de março de 2024.
Houve expansão de 5,5% no consumo final de eletricidade no país em 2024. Os setores que mais contribuíram para este avanço foram Residencial, Comercial e Industrial, que apresentaram taxas de crescimento de 8,0%; 7,4% e 4,1%, respectivamente.
Emissões
Em 2024, o total de emissões antrópicas associadas à matriz energética brasileira atingiu 431,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (Mt CO2 eq), sendo a maior parte (214,3 Mt CO2 eq) gerada no setor de transportes.
Em termos de emissões por habitante, cada brasileiro, produzindo e consumindo energia em 2024, emitiu em média 2,0 t CO2 eq.
Emissões de CO2 per capita (2022) em t CO2/hab.
Fonte: Agência Internacional de Energia (AIE) e EPE para o Brasil. Elaboração: EPE

Para o ano de 2022, cada brasileiro emitiu o equivalente a 14,5% do que um cidadão estadunidense emitiu, 37,3% do que um cidadão europeu da OCDE emitiu e 26,7% do que um cidadão chinês emitiu.
O setor elétrico brasileiro emitiu em 2024 apenas 59,9 kg CO2 eq para produzir 1 MWh, um índice muito baixo quando se estabelece comparações com países europeus da OCDE, Estados Unidos (EUA) e China.
Emissões de CO2 (kg) por MWh gerado (2022)
Fonte: Agência Internacional de Energia. Elaboração: EPE

Para produzir 1 MWh, o setor elétrico brasileiro emite cerca de 23% do valor emitido pelos países europeus da OCDE, 17% do que é emitido pelo setor elétrico estadunidense e 9% do que é emitido pelo setor elétrico chinês.
Cerca de 70% das emissões brasileiras de Gases de Efeito Estufa estão concentradas nos setores de Agropecuária e Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas (LULUCF), enquanto as emissões do setor de Energia corresponderam a 20,5% do total inventariado em 2022.

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