Presidente Thiago Prado faz discurso de abertura
Nos dias 19 e 20 de junho, o setor elétrico brasileiro teve um encontro marcante durante o ENASE 2024, o Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico. Realizado no luxuoso Hotel Windsor Oceânico, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o evento é reconhecido como um dos principais eventos do calendário energético nacional. Esta edição, em particular, destacou-se pelo tema "Perspectivas para um mercado de energia em transformação", reunindo especialistas de renome e líderes do setor para debater e compartilhar suas visões sobre o futuro da energia no Brasil.
Com uma programação gigante, o evento contou com mais de 30 palestras distribuídas em mesas plenárias, trilhas de conteúdo especializado e arenas de discussão. Cada sessão foi cuidadosamente planejada para abordar os desafios e oportunidades emergentes no mercado de energia, proporcionando uma plataforma rica para troca de ideias e estratégias inovadoras.
A participação no Enase 2024 foi expressiva, com a presença de importantes entidades do setor, incluindo o Ministério de Minas e Energia (MME), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓLICA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Estes organismos desempenham papéis cruciais no desenvolvimento e regulação do setor elétrico brasileiro, e sua presença no evento sublinhou a importância das discussões ali realizadas.
O destaque do primeiro dia, 19 de junho, foi a abertura oficial realizada pelo Presidente da EPE, Thiago Prado. Em um discurso extraordinário, Prado abordou o tema "Transformação em Curso: Estratégias e Políticas Rumo a um País Descarbonizado" e do Painel: "Estratégias para otimizar o aproveitamento energético do Offshore". Ele informou a importância da escolha do evento Enase para avançar alguns produtos do Offshore, enfatizando que a EPE é uma empresa 100% dependente do orçamento da união destinada a elaborar estudos e pesquisas na área de planejamento. "à EPE não faz política pública, a EPE provê dados transforma dados em inteligência e gera cenários e apresenta de forma técnica e inteligente distintas visões nos mais diferentes temas" – destacou Prado no discurso de abertura
Prado enfatizou que são essas visões distintas e inteligente que promovem o debate, que amadurecem e que constroem o consenso, reforçando ao público presente sobre o concurso da EPE e o quão essencial é trabalhar no amplo setor de energia; o Presidente falou sobre a questão de mudanças climáticas e dos eventos extremos, e como os especialistas podem se planejar com estratégias e novas instalações no setor de energia, ressaltando que parte do desafio que estão enfrentando na empresa sobre como de fato podem agir nesta situação dentro dos cenários extremos supremos.
Durante o evento, diversos especialistas compartilharam suas visões sobre os desafios e oportunidades do setor. As discussões passaram por temas como inovação tecnológica, regulação, financiamento de projetos de energia limpa, integração de fontes renováveis no sistema elétrico e a importância da modernização da infraestrutura energética.
O ENASE 2024 proporcionou um espaço para a troca de conhecimentos e experiências entre os principais atores do setor elétrico, reforçando a colaboração entre o governo, empresas e instituições de pesquisa. As palestras e debates reforçaram a necessidade de uma abordagem integrada para superar os obstáculos da transição energética e garantir um futuro sustentável para o Brasil. A participação da EPE e o discurso de Thiago Prado foram um marco significativo, destacando o papel da empresa na liderança da pesquisa e planejamento energético. A mensagem de Prado ressoou entre os participantes, inspirando um compromisso renovado com a transformação do setor elétrico brasileiro rumo a um futuro mais verde e sustentável.
No segundo dia de ENASE, a EPE participou através da Assessora da Diretoria de Estudos de Energia Elétrica, Renata Carvalho, que moderou na manhã do dia 20 de junho o painel 'Infraestrutura, Redes e Escoamento - Como melhorar o alcance das renováveis?', pautando as discussões sobre energia limpa e renovável, em um debate que envolve o futuro do setor energético e suas constantes necessidades de inovação.
É uma realidade que as empresas europeias enxergam o Brasil como novo mercado para investimento e que, para isso, suas fontes precisam ser valoradas de acordo com a diversidade energética e seus desafios postos. Gabriela Desire, consultora do Desire For Innovation, destacou a importância que as usinas reversíveis têm no cenário atual. Inovações já implementadas como o sistema de baterias em larga escala no interior de SP, que operam com eficiência. Existem muitos recursos a serem explorados, mas o desafio está em como viabilizar essa exploração. Como agentes do setor energético são responsáveis e tentam trazermos essas soluções.
Ainda sobre as baterias, Paulo Esmeraldo, Consultor da PCVE Engenharia, reitera a importância e eficiência delas por controlar frequência, ser multidimensional e abrangentes em seu uso. "A utilização da Bateria é incrível, mesmo que não seja a única solução. Usinas eólicas e hidrelétricas na China já trabalham com a tecnologia, e usam atualmente de 10 a 30% no país", acrescentou.
A necessidade de buscar a baterias térmicas para acelerar a inovação foi pauta ampla na discussão. No Nordeste, onde há concentração de usinas eólicas, elas poderiam auxiliar a questão da inércia do sistema, quando há uma sobrecarga, melhorando as oscilações e o controle de frequência. "Temos capacidade de dar soluções tecnológicas para disruptura do sistema elétrico brasileiro através dessas fontes renováveis", disse Nivalde Castro, que é Professor e coordenador da GESEL/UFRJ. Além das baterias, as usinas reversíveis foram tema constante na discussão, assim como alternativas para suprir as necessidades de emergências climáticas atuais.
Renata Carvalho reforça um ponto que é marca da gestão do Presidente da EPE, Thiago Prado, que foca na integração de planejamento de transmissão e geração, buscando sempre sinergia entre elas. Além da importância do trabalho em equipe.

Três horas mais tarde, foi a vez de Thiago Dourado, Superintendente de Transmissão de Energia da EPE, fazer parte do Painel 'Transmissão e Capacidade - Expansão em favor da Inovação', e contou que a Transmissão é fundamental para garantir a Transição energética e reiterou que a EPE trabalha na eficiência e olha para custo-benefício: "Na medida do possível, a EPE vai sempre buscar aproveitar os sistemas de energias existentes. Em outros casos, temos que olhar para novas possibilidades. Como no caso do hidrogênio. é uma questão de linha que você precisa ter, é caso a caso", conta ele.
As mudanças climáticas também foram parte das discussões, sendo assim, Thiago reforçou o compromisso com um planejamento que olha com cuidado e atenção para as mudanças impostas: "Quando falamos de mudanças climáticas temos duas questões opostas: alagamentos e consequências da chuva e, na outra vertente, regiões que sofrem pela seca. Dentro desse contexto, a EPE pode contribuir mais com as regiões de alagamento, investigando se o lugar está propício e se a região está com esse potencial de risco para então mudar o local. Pode ser feito, inclusive, subestações novas mais elevadas para evitar alagamentos, são hipóteses a serem exploradas", disse Thiago.
