EPE apresenta Plano Integrado de Gás e Biometano e chamada pública em Seminário de Gás Natural

Publicado em 16 de maio de 2025

Como parte da programação do 21º Seminário de Gás Natural do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) integrou, na quinta-feira, 15, o painel "Conectando a oferta com a demanda: investimentos em infraestrutura ao longo da cadeia de gás". Um dos mais relevantes fóruns para debates sobre o setor de gás natural no Brasil, o seminário guiou-se, este ano, pelo lema: "Diversificação e Competitividade: Pilares para uma Expansão Sustentável".

No painel moderado por Daniela Santos, da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), a Diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, Heloisa Borges, apresentou o Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB) e sua Chamada Pública de Oferta e Demanda, que se iniciou em 17 de abril e prosseguirá até 31 de maio. À apresentação seguiu-se rodada de conversas com a diretora da EPE e representantes dos produtores, transportadores e consumidores de gás: Andrés Sannazzaro, da Repsol Sinopec; Erick Portela Pettendorfer, da NTS; e Juliana Rodrigues, da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).

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Diretora Heloisa Borges e demais painelistas

Em sua palestra, Heloisa Borges ressaltou o propósito do PNIIGB no sentido de "conectar oferta e demanda" de gás natural e biometano por meio das infraestruturas. "Com esse plano, esperamos concretamente conseguir viabilizar a promoção de investimentos no setor", afirmou. Nesse contexto, a Chamada Pública aberta representa, nas palavras da diretora, "um momento crucial para que os agentes possam fornecer informações sobre os potenciais dos mercados de oferta e demanda e, assim, permitir a indicação de novos projetos de infraestrutura".

Durante a rodada de conversas, a diretora da EPE frisou: "Todo esse esforço que fizemos para destravar e permitir o aproveitamento do gás nacional reflete uma convicção da importância desse recurso para a sociedade brasileira. Essa convicção não é de hoje, e é reforçada quando olhamos o longo prazo — quando pensamos, por exemplo, no papel do gás natural na transição energética, não como transition fuel, mas como foundation fuel. Um setor elétrico cada vez mais diverso, cada vez mais renovável, precisa ser complementado por alguma fonte que entregue o requisito de potência. Precisamos desse combustível para descarbonizar uma série de setores. Parte da solução virá da eficientização, parte da eletrificação e parte da mudança de combustível."

Heloisa Borges finalizou citando a Nobel de Economia Elinor Ostrom, que propõe uma terceira forma de organizar as relações entre os agentes da sociedade, além do mercado e do Estado, via regulação, que é a colaboração: "O Plano Nacional Integrado parte dessa ideia: que, ao estimular e viabilizar uma colaboração, uma coordenação dos agentes, eu consigo reduzir o risco de todos. Para isso, é preciso participação social ativa."

Além do inédito PNIIGB, a EPE publica o Plano Indicativo de Processamento e Escoamento de Gás Natural (PIPE), o Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG) e o Plano Indicativo de Terminais de GNL (PITER), que trata da oferta de gás importado.


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