EPE realiza workshop “Novos paradigmas de planejamento da transmissão para integração de renováveis”


barra sorrindol.png

Na manhã do dia 14 de julho, a EPE realizou o workshop "Novos paradigmas de planejamento da transmissão para integração de renováveis". Com a mediação do Presidente da EPE Thiago Barral, o evento teve como objetivo trazer os representantes da Aneel, ONS, EPE, MME e de diferentes associações do setor de energia para discutir os desafios da expansão da transmissão, com foco na ampliação da participação de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira.

O evento contou com as boas-vindas de Paulo César Domingues, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME e teve como palestrantes Marcelo Prais, Diretor do Operador Nacional do Sistema (ONS); Marcos Bressane, Superintendente de Transmissão de Energia da EPE; Carlos Cabral, Superintendente de Concessões e Autorizações de Geração da Aneel; Guilherme Zanetti, Coordenador-Geral de Planejamento da Transmissão do MME. Além disso, estiveram presentes representantes e associados da ABEEólica, ABSolar, Abrate, ABDIB e APINE.

Com o propósito de contribuir para a análise a médio e longo prazo da expansão das fontes eólicas e solar, Marcelo Prais apresentou o cenário do crescimento fotovoltaico em 2021 em comparação a 2020. O diretor do ONS apresentou sugestões de aprimoramento das regras para acesso ao sistema de transmissão, apresentando números impressionantes de pedidos recentes. Na mesma linha, Carlos Cabral trouxe detalhamento da expansão fotovoltaica e eólica no país, contribuindo com reflexões sobre a expansão do mercado livre e empreendimento fotovoltaicos/eólicos em relação a perspectiva de demanda. Além disso, o superintendente da Aneel também trouxe detalhes sobre o processo de outorga conduzido pela agência reguladora.

IMAGEM 2.png

Marcos Bressane, Superintendente da EPE, apontou os principais desafios do planejador, como o descasamento entre os prazos de implementação dos projetos de geração e de transmissão de energia: 3 a 4 anos para projetos eólicos ou solares fotovoltaicos, enquanto para a rede de transmissão pode levar 7 anos desde o início dos estudos. Os esforços em curso pela EPE incluem a realização de estudos prospectivos de transmissão, possibilitando a antecipação de margens de escoamento e reforços nas interligações.

Guilherme Zanetti, representando a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, reforçou sobre o desafio do poder concedente para a grande demanda dos pedidos de acesso, especialmente em maior volume na região Nordeste e no norte de Minas Gerais. O Coordenador-Geral apresentou alguns pontos para a mitigação dos  riscos identificados, como a regulação do acesso do mercado livre, o possível custo adicional por conta da migração de geradores, a baixa adesão dos empreendimentos e como tornar mais eficiente os sistemas de transmissão para os leilões regulados.

A partir das apresentações realizadas, os representantes da ABEEólica, ABSolar, Abrate, ABDIB e APINE trouxeram suas perspectivas e proposições sobre o tema. As reflexões apresentadas pelos agentes também serviram de base para as discussões durante a mesa-redonda, a qual também foi uma oportunidade para apresentar os principais resultados obtidos a partir da pesquisa prévia realizada pela EPE. 

O workshop contou com a participação de mais de 200 profissionais do setor, dos quais mais de 60 contribuíram também respondendo à pesquisa, o que permitiu mapear a visão dos participantes sobre os desafios e caminhos a seguir. "Foi uma oportunidade para que os agentes entendam as dificuldades enfrentadas pelo poder público na definição de critérios, decisões e proposições, e por outro lado podemos ouvir as perspectivas deles, no que é caro para cada um deles, para que a gente possa incorporar isso nas propostas que estão sob a nossa responsabilidade", disse Guilherme Zanetti, representando o Ministério de Minas e Energia.

Notícias Relacionadas

EPE publica Estudo de Alternativas para Suprimento a Fernando de Noronha

06/12/2021 - Fernando de Noronha é um paraíso natural que atrai um grande número de turistas todo ano. A ilha é considerada um Sistema Isolado do ponto de vista elétrico, pois não está conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Nesse sentido, a geração de energia elétrica no local é realizada a partir de uma usina termelétrica a óleo diesel. Conforme estudos de Planejamento dos Sistemas Isolados conduzidos pela EPE, a partir das informações disponibilizados pelas distribuidoras, está previsto um importante crescimento da carga da ilha nos próximos anos, o que deverá resultar na necessidade de expansão do atual parque gerador.

EPE é certificada no nível 2 no 5º ciclo do IG-SEST

02/12/2021 - Em cerimônia realizada ontem pelo Ministério da Economia, a EPE recebeu o certificado referente ao 5° Ciclo de avaliação do indicador IG-SEST. Dentre as 60 empresas estatais participantes, somente 31 foram certificadas. A EPE foi classificada no nível 2, com nota global 8,55. Além disso, a EPE obteve pontuações acima da mediana para todos os temas avaliados.

EPE e MME publicam o Caderno de Gás Natural do PDE 2031

01/12/2021 - No horizonte de 2021 a 2031, as previsões de oferta de gás natural no Brasil se mantiveram otimistas, dadas as perspectivas trazidas pelo Novo Mercado de Gás para o setor e o novo marco setorial consolidado com a Nova Lei do Gás e seu Decreto Regulamentador.

Resenha Mensal: O consumo de eletricidade no Brasil em outubro de 2021 apresentou recuo de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2020

30/11/2021 - O consumo nacional de eletricidade em outubro foi de 42.621 GWh, recuo de 0,5% em comparação com mesmo período de 2020 e o primeiro mês em 2021 com retração, na comparação interanual. Ainda assim, outubro anota o segundo maior consumo de 2021. Responsável pela retração no mês, a redução do consumo nas residências superou a expansão no comércio e na indústria. O consumo acumulado em 12 meses totalizou 498.769 GWh, expansão de 5,1% comparado ao período anterior.

Carga de energia deve crescer em média 3,4% por ano no período de 2022 a 2026

30/11/2021 - Em 2022, a projeção é de aumento de 2,7%, considerando alta de 1,3% no PIB A Empresa de Pesquisa Energética – EPE, o Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE divulgaram hoje, 30 de novembro, os dados da previsão de carga para o Planejamento Anual da Operação Energética - Ciclo 2022 (2022-2026). Para o período 2022-2026, a expectativa é de um crescimento médio da carga de 3,4% por ano. Em 2022, a projeção é de aumento de 2,7%, considerando alta de 1,3% no Produto Interno Bruto – PIB.