EPE e MME divulgam Caderno de Preços Internacionais de Petróleo do PDE 2031

O mais recente estudo suplementar do Plano Decenal de Expansão de Energia 2031 (PDE 2031), desenvolvido pela Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis da EPE, em conformidade com diretrizes do MME, apresenta as projeções dos preços internacionais de petróleo. 

Em 2020, a conjuntura da indústria petrolífera notabilizou-se pelos impactos em decorrência das medidas sanitárias de combate à pandemia de covid-19 na demanda global por petróleo. Em 2021, a intensificação de campanhas de vacinação contribuiu para a retomada das atividades industriais e da mobilidade, estimulando o aumento da demanda. Entretanto, a continuidade dos cortes pela Opep+ e a falta de reação da produção não-Opep favoreceram uma escassez de oferta, que reduziu os estoques mundiais de petróleo, elevando seus preços. 

Além disso, os atrasos provocados pela pandemia na entrada de novos projetos de E&P não foram plenamente compensados com os empreendimentos aprovados em 2020, prenunciando a necessidade de novos projetos para atendimento da demanda esperada para as próximas décadas. 

Para as projeções de oferta de petróleo no curto prazo, as divergências de estratégias adotadas pelos grandes produtores, assim como distintos aspectos sincrônicos (como o ritmo de declínio de campos maduros e disposição de investimentos em novos projetos de E&P, bem como a preferência por modos de transporte individuais e a aceleração da adoção do trabalho remoto) são premissas fundamentais para se traçar uma trajetória do comportamento dos preços de petróleo e de seus derivados. 

No horizonte decenal, os prognósticos para o preço do petróleo Brent são estabelecidos em função do ritmo do crescimento da demanda mundial. Na hipótese de uma demanda crescente de petróleo, novas regiões marginais necessitarão ser desenvolvidas, requerendo custos mais elevados, o que resultaria em um equilíbrio do mercado em torno do preço do barril marginal.  

O contexto de pandemia acelerou os planos para transição energética nas principais empresas petrolíferas, ampliando os investimentos em energias renováveis, eficiência energética e tecnologias alternativas. Entretanto, estímulos econômicos visando à neutralidade de carbono devem impactar o crescimento da demanda mundial de petróleo, mas somente no médio/longo prazos.  

Cumpre observar que a demanda global de petróleo e seus derivados deve continuar elevada até que novas tecnologias de baixo carbono se tornem competitivas e sejam adotadas em massa, viabilizando a substituição dos combustíveis fósseis.  

Para maiores detalhes, clique aqui e acesse o Caderno de Preços Internacionais de Petróleo. 

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