EPE, GIZ e ONS iniciam projeto sobre a inserção de fontes renováveis intermitentes na matriz

Estudo vai apontar os cenários de penetração dessas fontes e como o sistema precisa se preparar para suportar essa expansão.

A Empresa de Pesquisa Energética e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por intermédio – GIZ, com a participação do Operador Nacional do Sistema Elétrico, deram início ao projeto “Aspectos a considerar na inserção de fontes renováveis de energia na matriz energética brasileira”, parte da iniciativa “Sistemas Energéticos do Futuro: Integrando fontes de energia renovável intermitente na matriz energética brasileira”, no âmbito da cooperação Brasil-Alemanha. 

Para realizar o estudo, após processo de licitação internacional, foi contratada a empresa Lahmeyer International, que tem como parceiras a Engie Tractebel e a PSR. O prazo para a realização dos trabalhos é de 14 meses. 

O estudo vai mostrar como o sistema elétrico do país precisa se preparar – em termos de operação e expansão - para suportar o aumento da participação das energias renováveis com geração variável ao longo do dia, quais são os pontos críticos e os cenários de inserção dessas fontes. Também serão avaliados os recursos tecnológicos disponíveis para mitigar os impactos da penetração dessas fontes no Sistema Interligado Nacional no médio e longo prazos. 

O projeto é inovador porque levará em conta o planejamento da expansão e a operação do sistema de forma integrada, incluindo a utilização de resultados quantitativos, a partir de simulações realizadas por ferramentas computacionais. Serão objeto do estudo as fontes eólica, solar e a combinação dessas fontes com armazenamento de energia. 

Para sua gestão, o projeto foi dividido em cinco produtos, que incluem capacitação às instituições participantes, visando a transferência de conhecimento e tecnologia: 

Produto 1: Estudos Regulatórios 

Produto 2: Estudos Energéticos 

Produto 3: Estudos Elétricos 

Produto 4: Estudos Metodológicos 

Produto 5: Estudos Tecnológicos 

Na medida em que os resultados estejam prontos, as organizações irão apresenta-los e discuti-los com a sociedade. 


Notícias Relacionadas

EPE publica o Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2018

17/10/2018 - A Empresa de Pesquisa Energética - EPE disponibiliza as planilhas eletrônicas (workbook) do Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2018, nas quais estão disponíveis os dados consolidados de consumo de energia elétrica na rede de distribuição nos últimos cinco anos, com ênfase no ano de 2017 (ano base).

Resenha Mensal: Consumo de eletricidade subiu 2% em agosto

28/09/2018 - O consumo de eletricidade na rede totalizou 38.596 GWh em agosto, nível 2,0% superior ao verificado nesse mês em 2017. Conforme as regiões geográficas, a Norte foi a única a registrar queda no consumo (-11,4%). A melhor taxa foi obtida pela região Centro Oeste (+4,2%), seguida da Nordeste (+3,7%), da Sudeste (+3,1%) e da Sul (+2,4%). Em doze meses a expansão no consumo ficou em 1,6%, com as regiões Centro Oeste (+2,9%) e Sul (+2,7%) apresentando melhores resultados.

EPE publica Estudos Prospectivos da Transmissão: A Importância do Barramento de Conexão de Novos Projetos de Geração

27/09/2018 - Este informe objetiva sensibilizar os agentes de geração, sob a ótica do planejamento setorial, sobre a importância da escolha adequada do ponto de conexão dos novos empreendimentos de geração.

EPE publica Programa de Expansão da Transmissão (PET) / Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP), Ciclo 2018 – 2º semestre

27/09/2018 - A Empresa de Pesquisa Energética – EPE publica o “Programa de Expansão da Transmissão (PET) / Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP), Ciclo 2018 – 2º semestre”.

Em parceria com o MME, EPE realiza 4º “workshop” do Plano Nacional de Energia 2050

24/09/2018 - No dia 19/setembro, o Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu o 4º “workshop” para o desenvolvimento do Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050), em cooperação com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O evento ocorreu na sede do MME, e contou com cinco mesas de debates, com participação de mais de 80 representantes de 35 entidades.