A Empresa de Pesquisa Energética – EPE está lançando a primeira edição do Anuário Estatístico de Energia Elétrica. O documento, que tem como base o ano de 2010, compila informações históricas e consolidadas sobre oferta e demanda de energia elétrica no país e no exterior. O Anuário amplia as informações que já são trazidas pelo Balanço Energético Nacional, anualmente, e pela Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica – ambos os trabalhos produzidos pela EPE.
O Anuário 2011 é dividido em três seções. A primeira, "Panorama Internacional", traz dados de capacidade instalada, geração elétrica por região e fonte e de emissões de GEE no mundo. A Seção 2, "Panorama Nacional de Geração", apresenta, no contexto brasileiro, dados equivalentes aos da primeira parte, acrescidos dos empreendimentos de geração de eletricidade em construção no país até 2010. A Seção 3, sobre "Mercado Consumidor", aborda a demanda elétrica nos segmentos cativo e livre; nas classes industrial, residencial, comercial e rural; nas cinco regiões geográficas e nos quatro subsistemas elétricos; além de informações sobre tarifas e agentes de distribuição.
Em 2010, forte consumo industrial
A edição do Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2011 revela que 2010 foi um ano atípico relativamente ao consumo industrial de energia elétrica. Depois da queda do consumo deste segmento em 2009, associada à crise financeira internacional que se iniciou no final do ano anterior, percebe-se, em 2010, recuperação significativa do consumo de energia pelas indústrias, com expansão de 10,9%. Já nos segmentos residencial e comercial, o consumo seguiu crescendo de forma sustentada, com taxas não inferiores a 6%. Como resultado, em 2010 o consumo de energia na rede elétrica nacional aumentou 8,1%, superando 415 mil GWh, mais da metade na região Sudeste.
Outro destaque apresentado pelo Anuário é que, pela primeira vez, o consumo de energia na região Nordeste ultrapassou o da região Sul. Embora o número de consumidores no Nordeste sempre tenha sido maior do que o do Sul – até porque a primeira é uma região mais populosa –, seu consumo de energia sempre fora inferior. Nos últimos anos, os valores absolutos dos consumos regionais se aproximaram, mas somente em 2010 o consumo nordestino logrou ultrapassar em 1,6 mil GWh, ou 2,3%, o consumo dos sulistas.
Também se pode perceber a redução do consumo nos sistemas isolados (queda de 15%). Isso reflete a incorporação ao sistema interligado do estado de Rondônia e de parte do estado do Acre, notadamente a região no entorno da capital Rio Branco. Com isso, elevou-se para 98,4% a proporção do consumo de energia no Brasil que está integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
A íntegra da edição 2011 do estudo pode ser acessada na biblioteca de documentos do Anuário Estatístico de Energia Elétrica, no link abaixo.